segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A mudança.

Esses dias eu estava pensando sobre um texto que eu li no blog da Grazi Sperotto. Falava sobre como ela mudou de opinião em relação ao twitter. E vi que isso também aconteceu comigo, não só em relação ao twitter, mas a outras coisas.
Li um texto de Angela Alonso que me possibilitou analisar criticamente coisas que antes eu julgava incontestáveis. Os movimentos sociais da década de 60 clamavam por coisas realmente pacíficas, coisas que não mudariam a sociedade significativamente.
Não estou os criticando, estou apenas tirando de um pedestal no qual eu os havia colocado. Até porque criticar uma população que queria melhoras na forma de ser da sociedade seria injusto.
Hoje em dia nem isso acontece mais, estamos acostumados com coisas ruins. Não damos mais importância para isso, acabamos aceitando e não ligando mais para isso.
E as poucas vezes nas quais nos preocupamos com isso logo em seguida pensamos "Não posso mudar o mundo" ou "Não basta só a minha mudança".
Estamos amordaçados pelo peso da consciência, da acomodação. Não aceitar a situação é o mesmo que sair da sua zona de conforto pra ir em busca de melhorias. E quem quer isso?
Só no momento em que dermos um basta na hipocrisia, na aceitação do que é ruim, que vamos começas a progredir e nos tornaremos então pessoas melhores em uma sociedade melhor.
Aí meus motivos pra achar que apesar das mudanças de épocas passadas não serem em prol da política, do estado; eles eram muito melhores que nós. Ao menos as coisas boas que eles tinham consigo os faziam lutar para que o resto do mundo também sentisse isso...
Fica aí uma auto-crítica também.

ps: não consegui pensar um título melhor.

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